terça-feira, 28 de novembro de 2017

Notas sobre o SER H.U.M.A.N.O

Eu li essa frase hoje e concordo bastante:
O objeto precisa do observador pra existir!  Sim...afinal de contas, do que seria feita a vida se não fossem as diversas variedades de cores, cada uma com sua situação e sendo vivenciadas por todos, de várias formas. Sendo assim, mesmo achando que o objeto precisa do observador pra existir, como não observar algumas posturas, que são cotidianas, nos aborrecem mas que, para sermos sempre "positivos", precisamos usar frases feitas como esta, onde não temos o direito de apresentar nenhuma indignação ou fraqueza mediante certos fatos.

O ser humano é um bicho engraçado. É complexo. Volúvel. Instável. Tripolar, quadripolar. É tão insano que o mesmo ser humano, que por exemplo, em circunstâncias razoáveis financeiras, não consegue pagar um Uber pra buscar o filho de perna quebrada na escola, atribuindo este "sacrifício" a outrém é o mesmo ser humano que se comove profundamente ao ver o corpo de um bebê sírio, jogado ao relento na beira do mar. O que é mais chocante ou diferente nesta situação? Ah! Meu filho só está com a perna quebrada! Está quebrado e é filho e está vivo, está ali.
O mesmo ser humano que é capaz de dar amor e afeto a um bicho de rua, com feridas e cicatrizes, alimentar, atender e dar atenção é o mesmo que despende a atenção da mãe, que fala demais, que tá velha e fica sozinha a maior parte do tempo. É TB o mesmo que não consegue expressar sentimentos espontâneos de atenção, curar feridas, demonstrar sentimento, falar palavras que curtem a auto estima do parceiro ou da parceira que se dedica como pode e como não pode por ele. Com o bicho, ele se envolve, tem atitude, procura comida pra saciar a fome. Já com a parceira ou parceiro ele prefere se calar, ser indiferente, ignorar, pensar que ela ou ele são chatos e não ter uma atitude de acolhimento, o mesmo que ele deu ao bicho da rua que encontrou ferido. E se no fim, o outro lado resolveu que não merece ou não precisa passar mais por isso é simplesmente vai embora, porque todo mundo um dia cansa, a culpa nunca é do ser que, por ventura, não consegue perceber que diálogo, respeito, carinho, compreensão e amor fazem parte de um processo que deve ser atribuído tanto a animais como a pessoas.

Autoria: Lucianna Selva






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